O Citibank decidiu reformular totalmente sua proposta de alongamento da dívida de US$2,5 bilhões que o Brasil tem junto à instituição. Segundo o Alcides Amaral, vice-presidente do banco, o Citibank reduziu de 30% do montante de créditos para zero a opção pelos bônus ao par (sem deságio). Preferiu condicionar o recebimento de 50% de seus créditos-- num prazo de 15 anos, com sete de carência-- ao aporte de 18% desses recursos em dinheiro novo. O restante será refinanciado em 15 anos, com carência de nove. Amaral disse que a proposta supera os termos pretendidos pelo próprio governo, que quer limitar em até 40% a parte da dívida dos credores negociada com bônus ao par. O prazo para apresentação das novas propostas por parte dos bancos venceu ontem. As instituições têm US$40 bilhões a receber do Brasil. Segundo Amaral, a maioria dos bancos deve ter concordado com os termos propostos pelo governo: máximo de 40% em bônus ao par na negociação da dívida; 35% em bônus com desconto de 35%; e 25% nas outras opções, que prevêem livre negociação (O Globo).