Crescimento econômico e criação de empregos são as duas maiores preocupações dos líderes das sete maiores economias mundiais, reunidos em Tóquio (Japão) nos últimos três dias. A declaração econômica que fechou ontem o 19o. encontro anual do Grupo dos Sete (G-7) divide obrigações para que se possa "colher todos os benefícios das recentes transformações históricas e sociais". A Europa se comprometeu com uma política de investimentos, cortes nos juros e redução de benefícios sociais; os EUA devem reduzir seu déficit orçamentário, na casa dos US$3 trilhões, e o Japão precisa estimular o consumo interno e baixar seu superávit comercial de US$150 bilhões. O documento final, porém, não chegou a fixar objetivos em termos de números. Os países mais desenvolvidos trabalharão juntos para concluir a Rodada Uruguai do GATT, que se arrasta há sete ano. Sobre o Terceiro Mundo, a declaração reafirma a necessidade de o Clube de Paris (dos governos credores) levar adiante a estratégia de aliviar a dívida externa dos mais pobres. Além de assistência financeira-- favorecida principalmente por França e Japão--, o G-7 menciona comércio e investimento como soluções para recuperar essas economias (FSP).