ANISTIA DENUNCIA ASSASSINATOS DE PRESOS E CRIANÇAS NO BRASIL

Tortura de pessoas sob custódia policial, execuções de presos, matança de crianças pela Polícia Militar e esquadrões da morte, assassinatos de trabalhadores rurais, extermínio de índios e ameaças a ativistas de direitos humanos. As denúncias são da Anistia Internacional em seu informe referente ao ano de 1992 sobre o Brasil. O informe cita dois casos de massacre de presos. O primeiro aconteceu em fevereiro do ano passado, no presídio Aníbal Bruno, em Recife (PE), quando o Batalhão de Choque da PM matou sete detentos para debelar um motim. O outro é o da Casa de Detenção, em São Paulo (SP), no dia dois de outubro, quando 111 presidiários foram mortos pela PM. Execuções sumárias, prisões arbitrárias e tortura fazem parte dos métodos de trabalho da polícia brasileira, conforme a Anistia. O informe cita dados oficiais, segundo os quais 1.264 pessoas foram mortas pela polícia de SP nos primeiros nove meses de 92. Entre janeiro e julho do ano passado, informa o documento da Anistia, "foram mortas 667 crianças e adolescentes só nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro". Segundo dados fornecidos pela Polícia Federal, 82% dos 4.611 menores assassinados entre 1988 e 1990 eram negros (JB).