O setor de seguros está engajado na campanha nacional de combate à fome e à miséria. A afirmação foi feita ontem, no Rio de Janeiro (capital), pelo presidente do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), Roberto Barbosa Lima, ao informar que o IRB está empenhado em procurar empresas seguradoras para, em conjunto com elas, elaborar estratégias de participação concreta na campanha. "O setor pode se unir para ajudar os nossos semelhantes", disse o presidente da FENASEG (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização), João Elísio Ferraz de Campos. Os dois participaram ontem, na sede do IRB, de uma reunião para discutir a forma de ajuda do setor às populações carentes. Além deles, participaram Cândido Grzybowsky, do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas); o presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Barbosa Lima Sobrinho; Salvador José Athayde Ribeiro, representando a OAB- RJ (Ordem dos Advogados do Brasil - Rio de Janeiro); e Regina Mota, que representou a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Temos que produzir e distribuir mais, para atender às populações
74795 necessitadas. O Brasil não está sendo dono do seu futuro, e esta campanha
74795 é para preparar um futuro para o país, afirmou o presidente da ABI, Barbosa Lima Sobrinho. Cândido Grzybowsky afirmou que "se fomos capazes de mudar a política, com o movimento pelo impeachment, agora temos que mudar o rumo do país, porque a sociedade não pode conviver com 32 milhões de miseráveis". Segundo ele, o governo Itamar Franco é o primeiro no Brasil a eleger como prioridade o combate à fome, mas cabe a nós fazê-lo continuar agindo na direção certa". Grzybowsky também rebateu as acusações de que a campanha contra a fome não passa de assistencialismo barato. "Temos todos que nos reconhecer como membros de uma mesma sociedade e, assim, trabalhar por ela". Ao final, o representante do IBASE apelou aos diretores do IRB e das seguradoras para que se organizem em comitês de combate à fome e "resgatem o papel de suas empresas na recuperação do tecido social" (JC).