A Central Única dos Trabalhadores (CUT) deverá iniciar, na próxima semana, uma "devassa fiscal" nos cerca de 1,9 mil sindicatos filiados à entidade. Segundo Kjeld Jakobsen, tesoureiro da CUT, a intenção é fazer um levantamento mensal de 40 sindicatos para descobrir possíveis sonegadores. Há um mês e meio a CUT contabilizava uma dívida de US$1 milhão dos sindicatos. Jakobsen atribui essa crise econômica à inadimplência dos filiados e à forma de arrecadação da CUT, que deverá ser modificada no próximo congresso nacional da central (previsto para maio de 1994). Para honrar seus compromissos financeiros, a CUT teve que recorrer a empréstimos junto a seus principais sindicatos. Só com os bancários de São Paulo a dívida chega a US$190 mil. O orçamento previsto para este ano é de US$11,5 milhões. Do total, entre US$600 mil e US$1 milhão deverão vir de convênios com entidades estrangeiras, entre elas as italianas CGIL e CEISL, a alemã DGB e a Comissiones Obreros, da Espanha. Nos anos anteriores essas contribuições chegavam a US$2 milhões. A CUT tem no país cerca de 300 funcionários. O maior salário (assessor) chega a Cr$47 milhões, enquanto o piso (office-boy) é de Cr$7 milhões. Os salários são reajustados de acordo com a atual legislação-- antecipações bimestrais e correções quadrimestrais-- extensivo a todas as faixas (GM).