O presidente Itamar Franco enviou ao primeiro-ministro japonês e anfitrião do encontro de cúpula do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo), Kiichi Miyazawa, um documento de cinco páginas pedindo que seja feita uma "reavaliação objetiva do perfil básico" do país. O argumento se baseia no novo papel que os países em desenvolvimento supostamente teriam a desempenhar na "nova ordem mundial". A carta cita o relatório divulgado recentemente pelo FMI que reajustou o sistema de cálculo da contribuição do Terceiro Mundo à produção global, com base no poder real de compra da moeda em cada país. Tomando como base o novo índice de paridade do poder de compra, essa cifra teria dobrado para 34%. A economia brasileira, assim, passaria a ter o mesmo peso da francesa ou da italiana. O Grupo dos Sete já demonstrou grande sensibilidade e sentido de
74766 cooperação para com os outros países, que também se defrontaram com
74766 questões de ajustes econômicos, afirma Itamar. ""Parece-me assim de todo oportuno solicitar um exame especial para a natureza específica do grande desafio que o Brasil enfrenta na atualidade", afirma o documento. Itamar pede também o fim das "rígidas" exigências para a retomada de crédito e investimento (FSP).