Nos últimos três anos e cinco meses, 673 pessoas desapareceram sem deixar qualquer vestígio na Baixada Fluminense (RJ). Os números mostram que nos cinco primeiros meses de 1990 a Baixada registrou 112 desaparecimentos e, no mesmo período de 1993, 219 casos (+95,5%). Vale lembrar que, segundo o censo do IBGE, a população das sete cidades da Baixada diminuiu de quatro milhões para 2,5 milhões de habitantes. Isso prova que a matança continua", diz a promotora Tânia Maria Sales, da 4a. Vara Criminal de Duque de Caxias. A mesma opinião tem o tenente-coronel Walmir Alves Brum, responsável pela chefia da Polícia Militar, que investiga os crimes de morte cometidos por PMs e vê relação entre o crescimento do número de desaparecidos e o sumiço dos cadáveres das ruas. Para ele, os bandidos mudaram apenas a forma de agir: "Acuados, eles agora queimam os corpos, jogam ácido, enterram os cadáveres ou jogam as vítimas nos rios", afirma. A Baixada Fluminense é a recordista em desaparecimento no Estado do Rio de Janeiro: por mês somem, em média, 43 pessoas. Destas, 34 não são localizadas (O Dia).