Os empresários paraguaios estão preocupados com a imagem de seu setor de comércio no exterior-- mais vinculada ao contrabando do que à produção. Reconhecem que têm uma série de deficiências e custos mais elevados que abrem caminho para as mercadorias ilegais e querem mudar essa situação tendo em vista, especialmente, a integração de seu país com Brasil, Argentina e Uruguai no MERCOSUL. Para evitar a perda de fatias do mercado interno a partir da formação de um bloco econômico, a poderosa Unión Industrial Paraguaya (UIP) iniciou um estudo para diagnosticar as falhas e as virtudes do sistema industrial do país. O trabalho incluirá também algumas possíveis soluções e será encaminhado, nos próximos 90 dias, ao presidente eleito Juan Carlos Wasmosy-- ele próprio um industrial. Inicialmente, a entidade constatou que deve concentrar-se em três pontos básicos: combate ao contrabando, capacitação tecnológica e qualificação da mão-de-obra. No primeiro é grande o desafio, pois 70% do comércio paraguaio é feito pela via ilegal. No tocante à mão-de-obra, o estudo já apresenta algumas soluções alternativas de parceria com organismos internacionais, como o BID e o SENAI brasileiro, com o qual a UIP já assinou um convênio de cooperação tecnológica para a cessão de instrutores (GM).