O antigo líder sindical dos ferroviários Demisthóclides Batista da Silva, o Batistinha, foi assassinado a tiros na manhã de ontem, na casa de uma filha, no subúrbio carioca de Ramos, onde estava para a festa de aniversário de uma das netas. Aos 68 anos, Batistinha, ex-deputado federal, morava em Iriri, no Espírito Santo, onde mantinha a atuação sindical que o tornou famoso nos anos 60 e que o levou a ser cassado pelo golpe militar de 64. Nos últimos tempos, Batistinha fazia denúncias de corrupção no programa de mudanças no transporte ferroviário. O assassinato teve características de crime encomendado: dois homens invadiram a casa e o mataram na cama, com seis tiros, ao lado da mulher e de quatro netos. Para a Polícia, o crime foi cometido por pistoleiros profissionais contratados para exterminar o sindicalista (JC) (JB).