SP TEM BOLSÕES DE BAIXA MORTALIDADE INFANTIL

Um punhado de pequenos municípios no interior de São Paulo registra taxas de mortalidade infantil semelhantes às da França, Japão ou Suécia. São pequenas ilhas de primeiro-mundismo construídas com os poucos recursos do subdesenvolvimento. O paradoxo não é difícil de explicar. "Há água encanada e esgoto em todos os domicílios e as administrações que se sucederam privilegiaram gestantes e recém-nascidos", diz o advogado João Batista Bonadio, hoje pela segunda vez prefeito da pequena Sales de Oliveira, município de oito mil habitantes. Entre 1985 e 1991, segundo a Fundação SEADE, a cidade registrou o equivalente a sete mortes no primeiro ano de vida para cada mil nascidos, resultado que, se mantida sua regularidade, equivalerá ao da Holanda. Num município um pouco maior, Vinhedo-- 33 mil habitantes-- a mortalidade infantil caiu a um décimo do que era em 1980. Embora sem um saneamento básico tão perfeito quanto o de Sales, a prefeitura implantou a partir de 1982 um programa pelo qual a gestante e o recém-nascido eram atraídos ao posto de saúde com a distribuição gratuita de medicamentos básicos. Algo parecido ocorre com Americana, com 153 mil habitantes. De 31 bebês que morriam em 1980 para cada mil nascidos vivos, a cidade chegou a 17 em 1991 e no ano passado a taxa caiu ligeiramente abaixo de 10 (FSP).