Os membros do subgrupo 10 do MERCOSUL, encarregado de harmonizar as questões tarifárias para a integração dos quatro países, têm até o próximo dia 30 de setembro para analisar a proposta brasileira de escalonamento de alíquotas para a fixação de uma tarifa externa comum. Pela proposta apresentada pela delegação brasileira na quarta reunião de cúpula do MERCOSUL, promovida entre os dias 28 de junho e 1o. de julho em Assunção (Paraguai), os produtos que tiverem uma tarifa externa comum entre zero e 20% contarão com uma dispersão tarifária, isto é, uma divisão por faixas, num total de 11 níveis diferentes, com intervalos de dois pontos entre si. Isto significa que os impostos sobre a importação deverão ser de zero, 2%, 4%, 6% e assim por diante. Esse intervalo de dois pontos representou um significativo avanço nas negociações, que até agora estavam sendo travadas no nível de cinco pontos, considerado muito elevado pelos outros três países. Assim, a sugestão brasileira teve acolhida unânime e sua análise passa a fazer parte dos trabalhos do subgrupo 10 e da ata da reunião de ministros (GM).