Um poderoso "lobby" para pôr fim ao monopólio dos serviços de telecomunicação começa a agir junto ao Congresso Nacional para alterar na Constituição em vigor o artigo 12, item 11-- que trata do monopólio no setor--, através da revisão constitucional prevista para outubro. Um grupo de 24 grandes empresas nacionais e estrangeiras fundou o Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento das Telecomunicações (IBDT) com o objetivo de lutar pela liberalização desses serviços. A entidade é presidida pelo advogado e ex-deputado Oscar Dias Corrêa Júnior e sua criação foi esboçada em dezembro último para tentar desatar o nó em torno da operação da telefonia móvel celular pela iniciativa privada. As companhias que compõem o IBDT são: Globopar, grupo Monteiro Aranha, Bradesco, Stet, Southwestern Bell, Odebrecht, Unibanco, Motorola, Ameritech, Construtora Andrade Gutierrez, Banco Icatu, Banco Safra, grupo Machline, Construtora OAS, U.S. West, AT&T, jornal O Estado de S.Paulo, BellSouth, Construtora Constran, grupo Splice, CPRM Marconi, McCaw, Arbi e Rede Brasil Sul (GM).