BASÍLICA É ACUSADA DE TENTATIVA DE SUBORNO

A Administração da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no Município de Aparecida (SP), está sendo acusada de ameaçar de despejo 21 famílias de seus ex-funcionários que moram em casas populares construídas pela igreja, no ano em que o tema da Campanha da Fraternidade, "Onde Moras?", é dedicada aos sem-teto. Os moradores acusam a basílica de ter desaparecido com os contratos de compra e venda dos imóveis e de tentativa de suborno por parte da administração geral da igreja, na tentativa de forjar falsas testemunhas. A denúncia foi registrada ontem em boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Aparecida. Um protesto está marcado para amanhã na frente da casa do arcebispo dom Geraldo Penido. As 83 casas que são atualmente habitadas por empregados e ex-funcionários da basílica foram construídas em 1988, por meio de um plano habitacional da igreja, nas cidades de Potim e Aparecida. Segundo o presidente do Conselho de Defesa e Promoção do Município de Potim e ex-funcionário da arquidiocese, João Benedito Angelieri, o processo de compra das residências foi totalmente legal. As casas vendidas, segundo Angelieri, a preço de custo seriam pagas com o desconto de 20% em folha de pagamento. Este débito nunca ocorreu e os contratos recolhidos pela arquidiocese nunca retornaram para os compradores (O ESP).