A delegação do governo da Argentina, que participa das negociações de transportes marítimos para o MERCOSUL, propôs que o acordo multilateral da região adote o convênio bilateral praticado pelo Brasil e a Argentina. Entretanto, o convênio exclui cargas como o trigo e minério de ferro, que representam 70% dos produtos movimentados no intercâmbio comercial entre os dois países. Outro impasse para o qual o grupo de trabalho no. 6-- de Transportes Marítimos-- busca solução é quanto à preferência aos navios do MERCOSUL no tráfego regional. Há segmentos que defendem a abertura do tráfego regional às bandeiras estrangeiras. O receio com esta liberação, segundo defendem as delegações oficiais do Brasil e Uruguai, é com a dependência de embarcações externas e a repetição de episódios como o que ocorrem agora de falta de navios para atender à demanda de trigo e minérios (JC).