INFLAÇÃO COMPROMETE O CRESCIMENTO

O primeiro semestre termina com um saldo positivo: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,7% no primeiro trimestre e 3,5% no segundo, após sucessivas quedas no ano passado; o nível real dos salários ficou 9,5% acima do registrado em 1992; o emprego, apesar de ter caído em São Paulo, teve um crescimento de 1% em todo o país. Todos os setores da economia tiveram bom desempenho, registrando crescimentos significativos. A safra agrícola será a terceira maior da história do país e a taxa de investimento global vai superar a do ano passado. Seria um cenário perfeito para comemorações, caso a inflação estivesse em trajetória de queda. Isso, no entanto, não ocorreu. Nos seis primeiros meses deste ano, a inflação acumulada foi de 348,24%, bem superior aos 242,39% verificados no mesmo período de 1992. É por essa razão que os economistas não se arriscam a afirmar que o surpreendente crescimento verificado este ano-- justamente em um período de grandes tumultos na economia, com três mudanças de ministro da Fazenda e três de presidente do Banco Central-- possa se manter a partir de 1994 (JB).