Das 300 milhões de pessoas em todo mundo que trabalham hoje na economia informal, 32 milhões, cerca de 11%, são brasileiros. Os dados são da Central Única dos Trabalhadores (CUT), com base em pesquisas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a projeção da CUT, desse total apenas 4,1% são vendedores ambulantes, enquanto 71% trabalham em microempresas. A economia informal é o tema do seminário interestadual promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de São Paulo. Criado no ano passado, o sindicato conta com 2.600 associados em todo o estado. Segundo o assessor da secretaria de política sindical da CUT, Carlos Roberto Silveira, as dificuldades econômicas que o país vem atravessando, a má distribuição de renda e a terceirização são alguns dos fatores que promovem o crescimento do número de pessoas que trabalha informalmente. Pelos cálculos da CUT, para cada uma das duas milhões de pessoas que passaram a integrar a população economicamente ativa nos últimos três anos, uma passou a atuar na economia informal (O Dia).