A inflação de junho, medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP- M), deu um salto e ficou em 31,49%, contra 29,7% em maio. É o índice mais alto desde os 83,95% registrados em março de 1990. Desde então, também é a primeira vez que o IGP-M ultrapassa os 30%. No acumulado do primeiro semestre, a inflação foi de 348,49% e em 12 meses, de 1.568,49%. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o grande responsável foi o petróleo bruto, que subiu 29,76% e respondeu sozinho por 3,29 pontos do Índice de Preços por Atacado (IPA), que fechou em 30,23%. Também no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que ficou em 32,57%, as tarifas públicas pesaram: eletricidade, gasolina e álcool, somados, significaram 2,11 pontos. Mas as maiores altas ficaram com vestuário (44,81%) e habitação (36,26%, contra 28,68% em maio). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) chegou a 36,11% (JB) (O Globo).