A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu ontem fazer campanha contra a realização da revisão constitucional em outubro. Documento concluído pela comissão de revisão constitucional da entidade afirma que o atual Congresso Nacional não tem legitimidade para modificar a Constituição de 1988 e que a revisão só se justificaria se o plebiscito de abril tivesse substituído o presidencialismo pelo parlamentarismo. Segundo o presidente da OAB, José Roberto Batochio, a entidade "não admite a substituição da atual Constituição por outra". Na interpretação de Batochio, as mudanças que o Congresso pretende fazer na Carta vão transformá-la em outro documento. A OAB está organizando uma peregrinação às principais lideranças políticas para defender suas posições. No Congresso, PDT, PT e PC do B são contra a revisão constitucional. A CUT, a CGT e a CNBB também se opõem à revisão este ano (FSP).