O governo brasileiro considera que é mais rentável investir em seus próprios satélites-- o Brasilsat 1 e 2, que serão lançados a partir de 1995-- do que participar do lançamento do projeto de construção do satélite argentino Nahuel, que estava em negociação há um ano, através de um consórcio da EMBRATEL com fabricantes de satélites europeus. Além disso, para o Ministério das Comunicações, o Brasil vai poder fornecer serviços de comunicação a seus vizinhos do MERCOSUL através de interligação por fibra óptica. O ministro Hugo Napoleão confirmou que a decisão da EMBRATEL de retirar-se do projeto se deve à inexistência de empresas argentinas no consórcio, à retirada de um dos quatro membros do consórcio europeu (a Alcatel francesa) e ao fato de o projeto estar desequilibrado, pois somente a EMBRATEL seria a operadora, enquanto os demais três participantes são produtores de equipamentos. No campo da operação propriamente dito do satélite, apenas a EMBRATEL entraria com a experiência (GM).