O governo brasileiro apóia o ataque dos EUA ao Iraque. A posição do Itamaraty foi divulgada ontem numa nota segundo a qual "houve, segundo o governo americano, indícios claros e fortes de envolvimento do governo do Iraque na tentativa de assassinato do ex-presidente Bush, em violação às mais elementares normas do comportamento internacional". O Brasil lamentou a perda de vidas inocentes e disse que aguarda novas decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A posição foi expressa pelo embaixador Luiz Augusto de Araújo Castro, representante do país no Conselho de Segurança da ONU. A China foi o único dos cinco países com assento permanente no Conselho a criticar o ataque, que, para Pequim, "fere a Carta da ONU e as normas que regulam as relações internacionais". Houve protestos contra o ataque em vários países muçulmanos. O Vaticano lamentou a perda de vidas e o Japão manifestou apoio aos EUA. O objetivo do ataque, ocorrido no último dia 26, era destruir o quartel- general da inteligência iraquiana em Bagdá como retaliação a um suposto plano para assassinar o ex-presidente George Bush durante uma visita ao Kuait em abril último. Além da vingança, outro objetivo seria advertir grupos terroristas que estariam planejando atentados contra alovos norte- americanos (FSP).