O presidente Itamar Franco envia amanhã ao Congresso Nacional o projeto de lei que visa cortar os gastos do governo. O corte no orçamento será de US$4 bilhões (Cr$227,5 trilhões) e não de US$6 bilhões, como o governo havia anunciado. A reforma no orçamento de 93 será ainda negociada com os parlamentares. Os cortes vão atingir principalmente gastos na área social. Os Ministérios da Saúde e do Bem-Estar Social sofrerão uma redução de verbas de 43%, cabendo à Educação 25%. O orçamento da Integração Regional terá um corte de 31%. Os menos atingidos serão os Ministérios do Trabalho e da Previdência Social, com 0,1% cada um. As pastas militares não serão atingidas. Os cortes são os seguinte: Gabinete da Presidência da República (Cr$9,8 bilhões), Vice-Presidência (Cr$2,9 bilhões), SAF (Cr$7,076 bilhões), SAE (Cr$423,5 bilhões), Secretaria de Planejamento (Cr$1,2 bilhão), Agricultura (Cr$5,5 trilhões), Bem-Estar Social (Cr$73,6 trilhões), Ciência e Tecnologia (Cr$1,6 trilhão), Fazenda (Cr$191,3 bilhões), Educação (Cr$25,1 trilhões), Indústria e Comércio (Cr$172,7 bilhões), Justiça (Cr$1,5 trilhão), Minas e Energia (Cr$2,5 trilhões), Previdência Social (Cr$15,6 bilhões), Relações Exteriores (Cr$24,8 bilhões), Saúde (Cr$29,034 trilhões), Trabalho (Cr$31,7 trilhões), Comunicações (Cr$270,3 bilhões), Cultura (Cr$226,2 bilhões), Integração Regional (Cr$51,9 trilhões), Meio Ambiente (Cr$581,8 bilhões), encargos financeiros da União (Cr$614,9 bilhões), transferência a estados e DF (Cr$1,004 trilhão) e operações oficiais de crédito (Cr$1,020 trilhão) (FSP) (O Globo).