O dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) depositado na rede bancária e os valores que constam das guias de recolhimento emitidas pelas empresas divergem em Cr$327,2 bilhões. Em outro levantamento, a diferença entre o saldo contábil das contas vinculadas e as informações disponíveis com a centralização dos depósitos na CEF chega Cr$19,7 trilhões. E o que é pior, ainda não foi possível confirmar a totalidade de recursos aplicados em investimentos de habitação, saneamento e infra- estrutura, estimados em Cr$1,2 quatrilhão. Esse retrato estarrecedor sobre a manipulação de recursos dos trabalhadores é revelado por uma auditoria concluída no mês passado nas contas do FGTS de 1991, quando eram responsáveis pelo Fundo o ex- presidente da CEF, Álvaro Mendonça, a ex-ministra da Ação Social, Margarida Procópio, e o ex-ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri (JB).