A dívida vencida das empresas estatais já supera US$22,5 bilhões, dos quais quase US$1,8 bilhão é um calote aplicado ao próprio governo, em impostos e contribuições não recolhidos. Estes dados fazem parte de um estudo elaborado pelo Departamento de Coordenação de Empresas Estatais (Sest). Os números acompanham uma proposta levada ao Ministério da Fazenda, de corte de 20% dos investimentos programados por essas empresas para 1993. A mais atingida é a PETROBRÁS, que pela proposta da Sest, investirá este ano quase US$1,2 bilhão a menos do que gostaria. O corte de 20% equivale a quase US$2,5 bilhões. Só a PETROBRÁS queria investir US$3,4 bilhões, quase US$1,1 bilhão a mais que em 92, para recuperar-se da contenção de investimentos que lhe foi imposta nos últimos anos. Se aprovada a proposta da Sest, investirá US$2,3 bilhões. E a ELETROBRÁS, que pretendia investir US$2,3 bilhões, terá de se contentar com US$1,3 bilhão (O Globo).