A esperança de vida do brasileiro subiu de 60 para 65 anos desde 1980, constatou o último censo demográfico do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 1991. O censo concluiu ainda que a população brasileira está diminuindo seu ritmo de crescimento. O aumento da expectativa de vida é resultado da diminuição das taxas de mortalidade. A coordenadora-técnica do censo, Valéria Leite, disse que o menor número de óbitos não significa que as pessoas velhas deixaram de morrer. "A queda da mortalidade é bem mais expressiva nas crianças", afirmou ela, que aponta as campanhas de vacinação e de saneamento básico como causas da redução da mortalidade infantil. Os percentuais mostram uma redução do crescimento populacional. A taxa de crescimento de 80 a 91 foi de 1,93%. Na década de 70, a população do país cresceu 2,48%. Valéria Leite creditou a situação à diminuição dos índices de fecundidade da mulher e de mortalidade. A partir das informações coletadas pelo censo, cada mulher brasileira tem, hoje, uma média de 2,70 filhos. No censo de 80, a média era mais alta: cada brasileira tinha 4,35 crianças. A atual distribuição populacional por faixa etária revela um menor número de crianças e um aumento da quantidade de adultos e velhos. De setembro a novembro de 91, o censo contabilizou 149 milhões de brasileiros. Destes, 35% tinham até 15 anos, contra 38,7% em 80. As pessoas entre 15 e 59 anos representavam 58,3% da população do país (em 80, 55,2%). Aqueles com mais de 59 anos, eram 6,7% em 91 e 6,1% em 80 (FSP).