A balança comercial da América Latina e Caribe registrou no ano passado um déficit de US$14 bilhões. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria Geral das Nações Unidas. As exportações da região aumentaram mais de 6%, mas à diminuição de seu valor nos mercados internacionais se somou um crescimento de 22% das importações. Em 1991 a região conseguiu registrar um superávit de US$6 bilhões. O vigoroso aumento das importações aconteceu pelo terceiro ano consecutivo em quase todos os países, mas segundo a ONU, ao contrário do que ocorreu durante os anos 70 e princípios dos anos 80, não foi o resultado de políticas de expansão econômica. A causa teria sido, em alguns casos, subproduto da estratégia de estabilização adotada. Segundo o informe, Argentina e México, cujas importações representaram 70% do aumento global, são alguns desses casos. O crescimento das vendas, que foi de mais de três pontos percentuais, refletiu de uma maneira geral uma grande expansão das exportações do Brasil e do Chile, assim como uma expansão moderada da Argentina e do México. O informe destacou que o comércio entre os países da região foi particularmente notável no que se refere às relações econômicas do Brasil com a Argentina, Uruguai e Paraguai, países que formam o MERCOSUL. O Brasil registrou um incremento de 13% (que contrastou com a diminuição de 9% sofrida em 1990), graças à redução da demanda interna e a uma política cambial competitiva (JB).