DÉFICIT DE US$20,1 BILHÕES NO ORÇAMENTO

Refeitas as contas do Orçamento Geral da União e definida a mecânica do corte de US$6 bilhões, ainda prevalece um "rombo" considerável na contabilidade do governo federal. Para receitas de US$70,4 bilhões, as despesas somama US$90,6 bilhões, resultando, assim, num déficit primário de US$20,1 bilhões. Cifra que cresceria para a casa dos US$32 bilhões com a reestimativa de gastos com juros das dívidas interna e externa, despesa que o governo prevê em torno de US$11,8 bilhões. O efeito da crise financeira e do déficit orçamentário da União tem rebatido na execução financeira do Tesouro Nacional, a despeito de a área econômica tentar controlar ou postergar as despesas. O déficit de caixa do Tesouro em maio foi de Cr$10,2 trilhões, retratando uma despesa de Cr$149,8 trilhões para receitas de Cr$139,6 trilhões. Somente com juros e salários o governo gastou, no mês passado, a quantia de Cr$32 trilhões e Cr$41 trilhões, respectivamente. O déficit de caixa do Tesouro Nacional, neste ano, monta a Cr$32 trilhões. O corte de US$6 bilhões, determinado pelo programa econômico do governo para as despesas de custeio e investimento, será feito da seguinte forma: será linear e de 40% tanto sobre os gastos decorrentes de emendas introduzidas por parlamentares (no Orçamento aprovado pelo Congresso Nacional) quanto na previsão de investimento dos próprios ministérios. Isso atingirá mais pesadamente os gastos com investimentos dos ministérios da Integração Regional (onde 79% foram viabilizados por emendas dos parlamentares), do Bem-Estar Social (onde essa relação é de 71%) e dos Transportes (as emendas dos parlamentares corresponderiam a cerca de metade dos investimentos dessa área). Os técnicos da área econômica trabalham ainda com a possibilidade de promover cortes adicionais de mais US$2,8 bilhões no Orçamento deste ano (GM).