O LEILÃO DA COSIPA

A Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização anunciou ontem que o leilão da COSIPA será realizado no dia quatro de agosto, e confirmou para o próximo dia 24 o leilão da ULTRAFÉRTIL, cujo preço mínimo será de US$207 milhões. O preço mínimo da COSIPA foi fixado em US$229 milhões e 3,8% desse valor deverá ser pago em cruzeiros. A União venderá 80% das ações ordinárias, que dão direito a voto, e 17% das ações preferenciais da COSIPA. A empresa foi avaliada em US$810 milhões, mas ela terá o preço mínimo de US$229 milhões porque US$518 milhões correspondem ao valor atual da dívida de longo prazo. A COSIPA tem uma dívida total de US$1,9 bilhão, dos quais US$950 milhões serão assumidos pelo Tesouro Nacional, que fará a capitalização da empresa. O comprador assumirá o restante do débito. A União ficará com 80% das ações preferenciais. Aos empregados serão reservados 15% de ações ordinárias e ao fundo de pensão dos funcionários, mais 5%. O total de recursos investidos pelo governo em empresas estatais ainda é incompleto, mas alguns números já são conhecidos: desde que foram criadas, o governo investiu US$13,7 bilhões nas 19 empresas privatizadas até abril, mas recebeu apenas US$941,1 milhões de volta, na forma de dividendos, o que lhe valeu uma perda bruta de US$12,7 bilhões. Com a venda das empresas, com as quais apurou US$5,1 bilhões, o prejuízo baixou para US$7,6 bilhões, valor superior ao corte no Orçamento que o governo quer fazer este ano. Os valores referem-se apenas às empresas já privatizadas, incluindo a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), vendida em abril, mas excluindo, por falta de dados completos, a POLIOLEFINAS, leiloada em março (O ESP).