A Indústria da assistência social é responsável hoje pela evasão de milhões de dólares dos cofres da Previdência Social. Cerca de três mil entidades "filantrópicas" não recolhem a parte patronal do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Metade delas não se enquadra nesta classificação, segundo estudos do CNSS (Conselho Nacional de Seguridade Social). Outras 50 mil entidades "assistenciais" recebem subvenções de deputados, senadores e do próprio Executivo, sem prestar qualquer assistência social. O CNSS tenta, por exemplo, caçar o certificado de filantropia da Golden Cross - Assistência Internacional de Seguros, uma empresa com cinco mil funcionários e faturamento anual de US$280 milhões. Pelo fato de ser filantrópica, a Golden Cross deixa de recolher cerca de US$4,5 milhões ao INSS por ano. Com o argumento de que mantém creches e serviços de assistência social, a empresa garantiu na Justiça uma liminar que mantém o seu certificado de filantropia. O CNSS pretende refazer o seu cadastro nos próximos meses, com base no decreto 752/93, de 16 de fevereiro. Este decreto determina que a empresa deve gastar com filantropia 20% de seu faturamento. Por este critério, a Golden Cross deveria gastar US$56 milhões por ano com assistência social. Segundo a empresa, os gastos chegam a US$14 milhões. Os deputados e senadores também constituíram uma Indústria" particular de assistência social, onde os beneficiados são eles mesmos. Registrado no CNSS, o IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas) recebeu Cr$1,04 trilhão do Orçamento Geral da União. Outros Cr$105 bilhões foram destinados para passagens aéreas e internacionais (FSP). trilhão do Orçamento Geral da União. Outros Cr$105 bilhões foramdestinados para passagens aéreas e internacionais (FSP).