As indústrias multinacionais vendem atualmente no Brasil uma série de remédios supérfluos ou prejudiciais, que não podem vender em seus países de origem. A denúncia foi feita ontem pelo médico alemão especialista em controle de infecção hospitalar, Franz Daschner. Segundo ele, as multinacionais fabricantes de desinfetantes hospitalares fazem recomendações de uso para o Brasil com maiores concentrações do que as indicadas nos países desenvolvidos. O médico citou o caso do desinfetante Incidin Perfekt, da empresa alemã Henkel, que contém formaldeído, um produto tóxico. Segundo as especificações do produto, no Brasil ele deve ser usado em concentrações de 3% durante uma exposição de 30 minutos. Na Alemanha, o mesmo produto, com a mesma fórmula, é indicado para uso numa concentração de 0,5% para uma exposição de uma hora (JB).