Levantamento feito este mês nos armazéns particulares que estocam produtos do governo federal utilizados na formulação da Política Geral de Preços Mínimos (PGPM) revelou que o número de grãos impróprios para o consumo humano já chega a 26 mil toneladas. Há um mês, foi denunciado que três mil toneladas de alimentos tinham se estragado em armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Segundo o levantamento, feito pela própria CONAB e obtido pelo deputado federal Jacques Wagner (PT-BA), as 23 mil toneladas a mais estragadas são de responsabilidade do deputado federal Pedro Abrão (PP-GO), dono dos armazéns Goiazem, em Goiânia (GO). São 23 mil toneladas de milho que o governo havia estocado nos armazéns do deputado. No caso do milho, porém, a CONAB tomou um cuidado que não teve com as outras três mil toneladas deterioradas. A companhia firmou com o deputado um contrato de "quebra zero". Isso significa que o deputado terá que devolver ao governo a mesma quantidade de milho, com o mesmo padrão de qualidade que o produto tinha quando foi levado para os armazéns. A dívida será de US$2,8 milhões (O Globo).