O novo ministro da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária, José Antonio Barros Munhoz, 48 anos, assumiu ontem o cargo-- com apoio do PMDB-- pedindo mais dinheiro e tendo que explicar as 2.896 contratações que fez na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Munhoz defendeu a implantação do sistema "equivalência-produto", mas sem confrontar os bancos, como fizera o seu antecessor, Nuri Andraus. Na frente do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que prega cortes no Orçamento, Munhoz pediu mais US$7 bilhões. Pelos seus cálculos, esse é o dinheiro que falta para manter o mesmo patamar de 1992 para financiar a safra 93/94- - hoje estão garantidos US$2,8 bilhões. As contratações em São Paulo, segundo o ministro, foram feitas "só para preencher os claros nos quadros da Secretaria, que estava desfalcado e inviabilizava a pesquisa agropecuária" (FSP).