PREFEITOS FIXAM METAS DA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ

Propostas para a criação de centros agroindustriais, serviços de docas, áreas de lazer e de turismo, projetos de reflorestamento, entre outros, que podem estimular o crescimento econômico ao longo da Hidrovia Tietê- Paraná, foram discutidos ontem, em São Paulo (SP), por prefeitos de 84 municípios da região. O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, Luiz Perez Muniz Michielin, destacou a importância estratégica da hidrovia como porta de entrada para o MERCOSUL. "Cerca de 60% do PIB do país está concentrado na calha do Rio Tietê", lembrou. A hidrovia pode transportar, só em produtos brasileiros, 20 milhões de toneladas/ano. Por ela passam hoje apenas dois milhões. Uma das vantagens econômicas da hidrovia é que o frete por via fluvial custa um terço do rodoviário ou ferroviário. O Plano de Desenvolvimento Integrado para o Uso da Hidrovia-- o Projeto Calha--, além dos esforços do governo, vai depender também do desenvolvimento do setor privado. Para promover o desenvolvimento regional integrado dos municípios ligados aos rios Tietê e Paraná, o Projeto Calha envolve cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Não há números disponíveis ainda para o potencial da integração com o Rio da Prata, que corre na Argentina e Paraguai, e o MERCOSUL (O ESP).