O tráfico de meninas de 10 a 14 anos para se prostituirem em bordéis e boates de garimpos não se restringe ao Acre, mas atinge toda a região amazônica, inclusive o Maranhão. A denúncia foi feita ontem pelo coordenador do Centro de Defesa do Menor de Belém (PA), padre Bruno Secci, em depoimento perante a CPI da Câmara dos Deputados que investiga a exploração e prostituição de crianças e adolescentes. O padre afirmou ser impossível determinar o número de crianças e pré-adolescentes vítimas desse tráfico. "Podemos afirmar que são milhares de meninas que servem os quase 300 garimpos existentes na região", disse. De acordo com ele, os traficantes contam com a conivência ou, pelo menos, com a omissão de policiais militares. "Em Laranjal do Jari (AP), seis meninas fugiram de um bordel e se esconderam num barco, tentando voltar para Belém, de onde elas eram", contou, perguntando: "Sabem quem foi tirá-las do barco e as devolveu ao bordel? A Policia Militar" (O ESP).