O plano econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, não produzirá efeito imediato sobre os preços. O conjunto de medidas de ajuste do setor público vai atuar mais sobre as expectativas quanto à capacidade do governo de estabilizar a economia e, dependendo de seus resultados, poderá influir na formação dos preços. A análise foi feita ontem pelo coordenador do Índice de Custo de Vida da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP), Juarez Rizzieri. "Não há dúvida de que o ministro da Fazenda transmitiu credibilidade, mas agora todo mundo está na fase do ver para crer, e até lá, o comportamento dos preços não vai mudar muito", afirmou. A FIPE registrou aumento de 29,72% no custo de vida do paulistano no período de 30 dias até o dia sete. A taxa é 0,58 ponto percentual maior do que a de maio, que ficou em 29,14% (O ESP).