Governadores, empresários e líder sindicais comentaram ontem o plano econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso: Hélio Garcia (governador de MG)-- "Como o nosso principal inimigo é a inflação, Minas está disposta mais uma vez a dar sua contribuição ao programa anunciado pelo ministro da Fazenda. Vamos dar continuidade ao esforço de austeridade e combate a gastos públicos supérfluos". Roberto Requião (governador do PR)-- "O plano é necessário e o Paraná apóia porque já tem contribuído para as metas do governo: não temos dívidas com a União, estamos ajudando a criar empregos e equilibrando as nossas contas". Emerson Kapaz (presidente da ABRINQ)-- "O corte de US$6 bilhões não é suficiente mas é o que o governo podia fazer neste momento". Mário Amato (vice-presidente da CNI)-- "As medidas são boas, mas o governo deve desregulamentar mais a economia". Jair Meneguelli (presidente da CUT)-- "Não ouvi nada nos pronunciamentos do ministro que me leve a crer na queda da inflação, que é a grande questão do momento". Alcides Tápias (presidente da FEBRABAN)-- "O enunciado do programa está na direção certa, de promover um ajuste do Estado na economia". Vicente Paulo da Silva (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista)-- "As privatizações não devem ser aceleradas, como quer o ministro. Acho que é precipitado privatizar antes da moralização das empresas públicas". Luiz Antônio de Medeiros (presidente da Força Sindical)-- "Pela primeira vez em 10 anos ou mais, um ministro deu um pontapé inicial para arrumar as finanças públicas. Gostei do pronunciamento do ministro, que vai contar com o nosso apoio. Mas não vamos deixar de pedir reajuste mensal de salários" (FSP) (JB) (O Globo).