O governo brasileiro aderiu no ano passado à Convenção de Ramsar, sobre zonas úmidas de importância internacional, especialmente como "habitat" de aves aquáticas, com o propósito de esperar que o tratado, criado em 1973, e na época voltado apenas para o conceito de meio ambiente, evolua para se adaptar a um cenário internacional pós-Conferência do Rio (Rio- 92). "Queremos transformar os documentos internacionais em instrumentos de utilidade do ponto de vista do desenvolvimento sustentável", comentou o chefe da Divisão de Meio Ambiente do Itamaraty, Pedro Motta. "Vemos essas áreas não isoladamente do resto do país. Temos uma visão integrada. Queremos dar um tratamento integrado às áreas indicadas-- parques nacionais da Lagoa do Peixe, do Pantanal, do Araguai, a estação ecológica de Mamirauá e as reentrâncias maranhenses--, proteger a área e as pessoas que moram ali", explicou o diplomata. A Convenção de Ramsar, criada na cidade iraniana do mesmo nome, é secretariada pela ONG suíça União Internacional pela Conservação da Natureza (AUCN). O governo brasileiro conta com a ajuda das ONGs mundiais que apesar de não serem membros efetivos da convenção, assumiram o compromisso (não escrito) de auxiliar os países em desenvolvimento a preservar suas áreas úmidas (GM).