IRREGULARIDADES NA ELETROSUL

A Comissão de Inquérito da ELETROBRÁS que apura as irregularidades cometidas por dirigentes da ELETROSUL ainda não apresentou oficialmente o resultado da sindicância às autoridades do setor elétrico, apesar do prazo vencido, mas já foi acertado entre o presidente da "holding", Mário Bhering, e o ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, a substituição do presidente da subsidiária, Wilmar Dallanhol-- acusado de usar a empresa para fins políticos-- por Fernando Marcondes de Mattos, ex-diretor financeiro da ELETROSUL e candidato a vice-governador de Santa Catarina pelo PFL nas últimas eleições. O diretor de engenharia e construção, Arturo Andreoli, sob a acusação de desvio de material da usina de Ilha Grande para a sua fazenda particular e alterações contratuais em concorrências e aluguéis de equipamentos, será substituído por Marcos Schwab, engenheiro da empresa. O destino do diretor administrativo, Nereu Guidi, denunciado por utilizar recursos da empresa para campanha política, ainda não foi traçado. Segundo as informações, a mudança da direção da ELETROSUL, no entanto, não muda o modelo de apadrinhamento político. Wilmar Dallanhol, ex-presidente do diretório regional do PFL, foi nomeado pelo ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, por indicação do ministro da Educação, Jorge Bornhausen. Da mesma forma, seu substituto, Fernando Marcondes Mattos, também foi indicado por Bornahusen a Aureliano. As denúncias sobre as irregularidades cometidas pelos dirigentes da ELETROSUL tornaram-se públicas pela APROSUL (Associação de Profissionais da estatal) (JB).