O cronograma do MERCOSUL pode ser alterado por causa das diferentes propostas apresentadas pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para a fixação da alíquota máxima da projetada Tarifa Externa Comum (TEC). Desde o último dia três, os delegados dos quatro países reunidos em Montevidéu (Uruguai) consideram a possibilidade de adiar a reunião dos vice-ministros de Economia, prevista para 27 a 30 de junho, em Assunção (Paraguai). Nessa reunião, os representantes dos quatro países deveriam fixar a TEC, que seria homologada em 1o. de julho, durante a cúpula presidencial que se realizará naquele país. As barreiras alfandegárias dos países-membros, que devem chegar a zero em 1o. de janeiro de 1995, seriam eliminadas gradativamente de acordo com o estabelecido no Tratado de Assunção, que criou o MERCOSUL. O impasse surgiu devido às propostas divergentes quanto ao percentual da alíquota máxima da TEC para o próximo período semestral, a partir de julho. O Paraguai propõe uma taxa máxima de 10%; o Uruguai quer 15%; a Argentina, 20%; e o Brasil, 25%. Além da procura de um percentual médio para a TEC, que a princípio poderia estar em torno de 20%, existe uma proposta para que cada país tenha uma lista de execuções com taxas de 35%. Essa foi a conclusão dos ministros de Economia reunidos em abril, também no Paraguai (JC).