ONU DEFENDE CONTROLE DA NATALIDADE

A explosão populacional ameaça os direitos humanos-- e, portanto, os governos devem se empenhar em dar acesso aos métodos contraceptivos. Esta é a posição defendida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Viena, sede da Conferência Mundial de Direitos Humanos, que será aberta no próximo dia 14. Segundo a ONU, nesta década a população vai crescer a cada ano em 97 milhões, dos quais 95% nos países pobres. Em 1998 o planeta será habitado, segundo o Fundo de População da organização, por seis bilhões de pessoas. A proposta de controle encontra resistência na Igreja Católica, particularmente poderosa na América Latina e contrária a métodos artificiais (pílula, por exemplo) para se evitarem filhos. As projeções da ONU são as seguintes: as cidades dos países pobres tendem a ficar cada vez mais inchadas. Atualmente, existem 11 cidades com mais de 10 milhões de habitantes-- sete delas nos países pobres, entre as quais São Paulo, em terceiro lugar da lista. Até o ano 2000 será 21 na relação-- 90% no Terceiro Mundo. A ONU tenta sensibilizar as nações sobre a necessidade de planejamento com pelo menos dois argumentos: impacto ambiental e saúde ambiental. Esses dois encontram forte eco nas milhares de ONGs (Organizações Não-Governamentais) que se espalham pelo mundo. Ambos os argumentos são apresentados como em defesa dos direitos humanos. A destruição do meio ambiente significa o fim do direito de viver num ambiente sadio, com água potável, ar respirável e assim por diante. Ambientalistas temem que o limite máximo de habitantes no planeta seja de 10 bilhões, o que pode ser alcançado em 50 anos (FSP).