Dos mil terrenos que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) possui no Estado do Rio de Janeiro, 80% estão ocupados. São lotes, quadras ou glebas inteiras ocupadas, em sua maioria, por favelas. A situação é a mesma nos imóveis edificados: dos dois mil prédios, casas e salas que o Instituto tem no estado, 150 estão ocupados. Os números foram divulgados ontem pelo superintendente do INSS no Rio, Perycélio Tupy Vieira, que responsabilizou pelo problema a má gestão das administrações anteriores. Em relação às 640 áreas tomadas por favelas em todo o estado, o INSS pretende fazer uma permuta com as prefeituras. O objetivo é que essas áreas passem a ficar sob a responsabilidade do município que, em troca, daria ao INSS imóveis em locais de interesse do Instituto. Por lei, o INSS não pode fazer qualquer doação, somente permutas. Para reduzir os gastos com imóveis ociosos, foram leiloados, no ano passado, 550 imóveis, mas apenas 31 foram vendidos. Segundo o superintendente, o baixo número de imóveis vendidos deveu-se à crise do mercado. Segundo ele, a maioria das ocupações ocorreu de 1979 a 1982, quando os imóveis eram geridos pelo IAPAS. No Município de Teresópolis, por exemplo, um bairro inteiro, chamado Quinta do Lebrão, surgiu de ocupações de terrenos do Instituto (O Globo).