A família do aidético Walter Rashid Elias, de oito anos, acusa o governo de Pernambuco de desrespeitar uma decisão judicial que o obriga a prestar assistência à criança. Em fase terminal, Walter foi contaminado há sete anos, através de uma transfusão de sangue na Clínica de Reidratação e Emergência Pediátricas (CREPE), conveniada com o INAMPS. A transfusão foi necessária porque houve negligência no tratamento de uma broncopneumonia, que evoluiu para um derrame pleural. Seus país se ofereceram como doadores, mas a clínica recusou. Por considerar que os governos federal e estadual foram responsáveis, mesmo que indiretamente, pela contaminação, a Justiça Federal determinou que custeassem todo o tratamento. Apesar da liminar, concedida há 14 meses, a Secretaria Estadual de Saúde garantiu apenas uma ambulância para levar Walter-- que pesa 12 quilos e não consegue andar-- ao Instituto Materno-Infantil, onde faz fisioterapia e recebe doses de AZT. A família precisaria, no entanto, de uma pensão de 10 salários-mínimos para as despesas (O Globo).