EUA CRITICAM LEI DE PATENTES

O diretor do Departamento de América Latina, Caribe e África do USTR (Departamento de Comércio Exterior dos EUA), embaixador Myles Frechette, previu ontem que o Brasil vai sofrer, na próxima década, uma perda de oportunidades de negócios sem precedentes, se não modificar rápida e drasticamente sua política de comércio exterior e as regras para investimentos estrangeiros, principalmente a Lei de Patentes que tramita no Congresso Nacional. "A manutenção do atual quadro provocará um desinteresse nos investidores capaz de comprometer a competitividade, não apenas do Brasil, mas de todos os membros do MERCOSUL", disse. Segundo Frechette, os EUA têm US$455 bilhões em investimentos em outros países. A percentagem que cabe a América Latina tem se mantido em 17% (mais de US$70 bilhões). Mas esta percentagem pode diminuir sensivelmente se não houver modificação na Lei de Patentes. "A lei não protege componentes químicos, produtos alimentícios, farmacêuticos e derivados de metal. Infelizmente o Brasil não tem um sistema de patentes na área de biotecnologia, o que é incompreensível quando se pensa que, por exemplo, a resposta para algumas das doenças que afligem a humanidade pode estar escondida em uma pequena planta na Amazônia", comentou (O Globo).