Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) afirmaram ontem, durante o 9o. Congresso Internacional sobre AIDS, em Berlim (Alemanha), que uma célula imune presente no organismo para interromper a multiplicação do vírus HIV, pode ser a chave para se combater a doença. Esta célula, pertencente a grupos de linfócitos chamados CD8, impede que o vírus evolua para formas mais destrutivas e resistentes. "As novas formas de tratamento da AIDS devem se concentrar no fortalecimento da resposta anti- viral natural desta célula imune", disse o pesquisador Jay Levy. Estudos mostram que os organismos que recebem o HIV se enfraquecem à medida que a infecção progride, provavelmente por causa das mudanças no equilíbrio das respostas do sistema imune. As células do grupo CD8, além de conter a multiplicação do HIV, eliminam outras células infectadas pelo vírus. Cientistas presentes ao encontro anunciara para 1994 os primeiros testes de vacinas contra a AIDS. O especialista Dani Bolognesi informou que os pesquisadores estão animados com a capacidade de algumas vacinas experimentais de estimular a criação de anticorpos. Espera-se que um coquetel de vacinas venha a dar proteção contra a grande variedade de estirpes de HIV (JB).