ARMADORES PROPÕEM RESERVA DE MERCADO PARA CARGAS NO MERCOSUL

Os armadores brasileiros defendem a criação do Registro Comum de Navios para as empresas de armação dos países-membros do MERCOSUL. Mas os industriais brasileiros e argentinos querem liberdade para contratar fretes em qualquer bandeira e, com isso, reduzir os custos operacionais de intercâmbio comercial do bloco do MERCOSUL. No próximo dia 16, em Buenos Aires, será aberta uma nova rodada de negociação do Subgrupo de Trabalho no. 6, que discute as questões relacionadas ao transporte marítimo do MERCOSUL. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) vai defender a dilatação do prazo para que a decisão final possa atender ao pleito dos armadores, sem acarretar aumento dos custos do frete para os exportadores dos países-membros. O vice-presidente da ABAC (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem), Aluísio Sobreira, disse que os armadores reivindicam coerência dos industriais exportadores, porque eles gozam de reserva de mercado, no acordo multilateral do MERCOSUL, além de estarem protegidos contra importações por barreiras tarifárias (GM).