A avalanche de emissões de bônus no euromercado por empresas e bancos brasileiros preocupa o Banco Central. Neste ano, em praticamente cinco meses, 41 emissões foram contabilizadas, garantindo ao país captação de cerca de US$3 bilhões, contra os US$2,99 bilhões obtidos em todo o ano de 1992. O presidente do BC, Paulo César Ximenes, afirmou ontem, em São Paulo, que o desembolso de juros como pagamento desses títulos não traz apreensão. No entanto, ele explicou que a autoridade monetária já se preocupa com o impacto monetário dessas emissões e projeta isso para o futuro. Ximenes acredita que, concretizado o processo de estabilização no país, a chamada de capital ou o acesso do Brasil ao mercado externo será ainda maior. Partindo dessa positiva premissa, o BC já avalia uma série de mecanismos que poderá reforçar o controle da moeda. O presidente do BC não adiantou o perfil de qualquer possível medida, mas repisou a necessidade de o país obter um ajuste fiscal-- no bojo da reforma constitucional-- e destacou a importância de um Tesouro superavitário (GM).