O objetivo do México é lançar as bases para futuras negociações com o Brasil para a formação de um acordo de livre comércio entre os dois países. Os mexicanos querem aproximar os dois países para formar uma economia integrada de US$715 bilhões (PIB de US$400 bilhões do Brasil somado ao PIB de US$350 bilhões do México). De quebra, Brasil e México podem aproveitar as oportunidades de negócios do MERCOSUL e do NAFTA. Nós estamos trabalhando para alcançar essa integração, disse ontem, em São Paulo, o presidente do Banco Nacional de Comércio Exterior (Bancomext), José Angel Gurria. "No caso brasileiro, temos especial interesse, mas não há negociações ainda", afirmou. Ontem, porém, o Bancomext liberou linha de crédito de US$40 milhões para o Banco do Brasil. O dinheiro será repassado para empresas brasileiras interessadas em comprar bens de capital no México. As relações com o México começaram a se intensificar porque o intercâmbio bilateral alcançou, no ano passado, US$1,4 bilhão, sendo US$1,1 bilhão de exportações brasileiras e US$341 milhões de vendas mexicanas ao Brasil. O governo brasileiro está propondo um acordo amplo de complementação econômica, com reduções tarifárias e, além disso, os dois países estão interessados em discutir maior troca de produtos petrolíferos e a participação de empresas em projetos de infra-estrutura em ambos os países. Brasil e México também agendarão seminários empresariais sobre o NAFTA, a se realizar em São Paulo, e sobre o MERCOSUL, na Cidade do México (JB) (GM).