Os efeitos de uma injeção de recursos da ordem de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nas mãos dos que ganham até dois salários-mínimos seriam surpreendentes no combate à miséria: -- crescimento de 8,5% no próprio PIB; -- de 8,8% no nível de emprego; -- de 11,9% na arrecadação de impostos indiretos. Esses cálculos estão na tese nota 10, defendida na FGV (Fundação Getúlio Vargas) por Samir Curi, e serão apresentados nos EUA, pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), num seminário na Universidade de Tennessee, no início de julho. Suplicy foi convidado para expor seu projeto de garantia de renda mínima, em análise na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados. Leva junto outras propostas na mesma linha, todas elas suscitadas a partir de sua proposta e empenhadas em combater a pobreza. Com o apoio do ministra Fernando Henrique Cardoso (Fazenda), que votou a favor de seu projeto no Senado Federal, Suplicy está mais otimista. Ele acha que até 1994 o brasileiro poderá contar com alguma garantia de renda mínima-- mesmo que o projeto se implante gradativamente (JB).