AS ADESÕES À CAMPANHA CONTRA A FOME

A Campanha Contra a Fome e a Miséria atrai, a cada dia, mais empresários, estatais, fundos de pensão, artistas, intelectuais, ONGs, militários, universitários, multinacionais, instituições filantrópicas e religiosas, todos em um gigantesco mutirão que começa a desenhar agora os seus primeiros contornos de ação conjunta. A PETROBRÁS pretende ceder imóveis para a campanha. A CEF e o BB estudam a possibilidade de empréstimos para a urbanização de favelas, gerando empregos com a utilização de mão-de- obra local. Os fundos de pensão estão criando o Fundo Brasil, para projetos emergenciais. O Instituto de Estudos da Religião (ISER) quer promover a união de todas as religiões para angariar a maior quantidade de comida no menor tempo possível, criando ainda um imenso restaurante popular no Rio de Janeiro, cidade que detém a maior concentração de população indigente: 1,7 milhão. A Escola Superior de Guerra (ESG) decidiu ampliar, em nível nacional, o Programa Pró-Menor, que atende meninos de rua no Rio. "Se todos os quartéis aderirem, vamos resolver o problema do menor abandonado no Brasil", afirmou o sargento Carlos Roberto dos Santos. A UFRJ está fazendo um mapeamento dos principais bolsões de miséria da Baixada Fluminense para desenvolver um projeto em conjunto com a Arquidiocese de Duque de Caxias. A CVRD está avaliando as carências e o potencial econômico de mais de 200 municípios onde tem filiais, nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Sergipe e Bahia. O Comitê do Rio está criando uma média de 10 comitês de combate à fome e à miséria por semana. Em São Paulo, os bancários da CUT lançam seu comitê no próximo dia 16 com a presença do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, secretário-executivo do IBASE e coordenador nacional da campanha (JC) (JB).