A ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) convocou ontem os sindicatos da região a apoiar organicamente o processo de integração, através da criação de um Conselho de Assessoria Trabalhista do organismo, com sede no Uruguai. O conselho, que terá caráter consultivo na ALADI, será formado por delegados de organizações sindicais de cada um dos 11 países que integram a Associação (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela). Este conselho emitirá opiniões e formulará sugestões sobre o andamento do processo de integração, especialmente sobre políticas trabalhistas e sociais no processo de integração regional, colaborando nos esforços para harmonizar as políticas sócio-trabalhistas. O convite também será estendido aos grupos de trabalho existentes no Pacto Andino e no MERCOSUL. O embaixador da Venezuela na ALADI, German Lairet, disse que a convocação está relacionada à "visão de que a integração não deve se referir somente ao econômico e comercial". "Nossa visão é que os problemas trabalhistas têm relação também com a segurança social, a infância, a situação das mulheres, o meio ambiente e a emigração trabalhista, entre outros aspectos", disse. Lairet destacou entre as possíveis tarefas a unificação das leis nacionais ou a criação de um código trabalhista comum. Atualmente, não há nenhuma instância de unificação de legislações trabalhistas. Os porta-vozes da ALADI anunciaram sua intenção de ampliar sua colaboração neste terreno, com o Parlamento Latino- Americano, no sentido de conseguir um acordo de cooperação com a secretaria da OIT (Organização Internacional do Trabalho) (JC).