As denúncias de derrubada de Mata Atlântica nativa no sul da Bahia para plantio de eucaliptos, feitas pelas organizações Greenpeace e SOS Mata Atlântica, foram contestadas por uma comissão regional do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e do CRA (Centro de Recursos Ambientais) da Bahia. Após vistoria na área próxima aos Municípios de Porto Seguro e Eunápolis, os técnicos concluíram que os projetos da empresa Veracruz Celulose, do grupo Odebrecht, estão ambientalmente adequados. Segundo o laudo produzido pela comissão, a região onde a empresa plantou eucaliptos para a indústria de celulose era ocupada anteriormente por pasto cultivado e capoeira. Quanto ao "material lenhoso derrubado", a constatação foi de que se tratava de vegetação seca ou podre, degradada por explorações anteriores. A atividade que os ambientalistas denunciaram como queimada e derrubada de mata nativa através de "correntão" foi identificada como operações de limpeza de propriedade (em área já degradada), amparada por autorização do IBAMA e do CRA (JB).